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2006-10-12 03:41:06 · 6 respostas · perguntado por Eliana 5 em Saúde Saúde Mental

6 respostas

É considerada uma doença psiquiátrica cuja característica
central é um delírio (ideias falsas) bem organizado e geralmente com teor repetitivo. As ideias falsas persistem no tempo e são
contraditórias às evidências da realidade, mas que não
desorganizam completamente a personalidade e o funcionamento do indivíduo como na esquizofrenia. A paranóia também designa a mania da perseguição.
O tipo mais comum destes distúrbios mentais é o delírio
paranóide em que o indivíduo se sente especialmente perseguido e ameaçado por outros – a terrível mania da perseguição que consome e destrói.
No paranóico um sistema delirante amplo e desfasado da
realidade pode coincidir com áreas bem conservadas da
personalidade, e do funcionamento social do sujeito, o que
origina uma repercussão paranóica no funcionamento geral do
indivíduo muito variável. O comportamento é bizarro e depende
do âmbito mais ou menos restrito do sistema delirante, pois a
atitude comportamental na sua generalidade é coerente com as
suas convicções e suspeitas; por exemplo quando o delírio está
ampliado abrangendo todos os familiares e colegas de trabalho,
gerando-se no paranóico um conflito em que considera na
generalidade que todos os indivíduos que o cercam o pretendem
prejudicar, as suas atitudes de defesa ou de vingança
tornam-se tão inadequadas e de extrema gravidade que conduzem a situações de extremas e graves deformações pessoais que podem prejudicar a sociedade que o cerca. Portanto no delírio paranóide o indivíduo sente-se perseguido e ameaçado por outros.
Outra característica do paranóico é o delírio da grandiosidade
que confere ao indivíduo ideais megalómanos sobre o seu valor,
capacidades ou conhecimentos. A megalomania faz parte do
paranóico, a mania das grandezas, acredita e tem delírios
imaginativos de grandeza social ou monetária de ter e poderes
superiores, sempre numa auto-imagem do melhor, vivendo numa ansiedade e credibilidade de uma situação a todos os níveis superior que se não conseguiu irá conseguir, mesmo que seja económica e socialmente impossível! Posiciona-se socialmente sempre em altos valores materiais e até laborais, se os não tem acredita que tem todas as capacidades para os ter. A ânsia do ter e do poder são insaciáveis.
Os grandes estadistas sofrem muitas vezes de paranóia,
julgando-se investidos de direitos divinos, e sentem-se sempre
perseguidos e ameaçados por inimigos a abater. Foi assim que
Plutarco viu Alexandre da Macedónia. Napoleão I era também,
sob certos aspectos um paranóico. E Hitler era-ocompletamente! Freud ao constatar que o paranóico se sente
habitualmente ameaçado e perseguido por pessoas do seu sexo,
deduziu daí que o delírio da perseguição pode ser condicionado por uma atitude de defesa perante a homossexualidade.
Outra característica é o delírio erotómano que faz com que o
indivíduo se sinta profundamente desejado e amado por alguém
de posição mais elevada e de facto muito distante. A
erotomania, é outra manifestação que se expressa a vários
níveis. É mais uma obsessão, a procura doentia dum amor ideal,
especialmente do erotismo e da sexualidade. No entanto pode
existir uma grande desconfiança em relação à sua capacidade
amorosa, e a possibilidade do abandono da companheira ou companheiro, que se fazem sentir nitidamente nas formas de erotomania ligadas a certas representações muito precisas, como os fetiches, podendo chegar a fixações ou perversões, que já não implicam relação com qualquer parceiro amoroso.
Há ainda a referir o “delírio do ciúme” – os ciúmes mórbidos –
preocupação exagerada, descabida e fora da realidade, com a
infidelidade sexual do parceiro, ou mesmo a obsessão dum caso
mais íntimo de amizade que se torna intolerável para o doente.
Este é por via de regra um homem que tem a suspeita ou mesmo a
convicção que a parceira tem um caso amoroso ou mesmo que está
mais ligada afectivamente a alguém que a ele. Tem uma atitude
de espionagem contínua, atento a qualquer variação no seu
comportamento, procurando provas, geralmente falsas para a sua
suspeita. Frequentemente pode recorrer à violência física ou à
tortura psicológica. O ciúme mórbido, patológico é inerente à
personalidade do doente paranóico, que revela traços
depressivos, insegurança, baixa auto-estima, e sentimentos de
inferioridade sexual; estes traços de personalidade, presentes
desde sempre, podem tornar-se mais evidentes e patológicos
quando associados ao alcoolismo ou a síndromas cerebrais
orgânicos. Os ciúmes patológicos constituem uma causa
frequente de violência conjugal, que pode chegar ao homicídio
do parceiro, seguido ou não do suicídio do doente.
Temos a considerar alguns tipos de paranóia:
A Paranóia Crónica que pode resultar de lesões cerebrais,
abuso de anfetaminas ou de álcool, esquizofrenia ou distúrbio
maniaco-depressivo. Pode também manifestar-se em pessoas com
“distúrbio paranóide da personalidade” que se caracteriza por
indivíduos muito desconfiados e sensitivos, com uma aparência
emocionalmente fria, mas são extremamente vulneráveis, que se
melindram facilmente; criando um ambiente de contacto humano bastante desagradável.
A Paranóia Aguda – que pode aparecer em indivíduos já com
distúrbios prévios da personalidade, com crises com uma
duração inferior a seis meses. Sofrem de alterações radicais
no seu meio ambiental, como imigrantes, refugiados, recrutas
que entram no serviço militar, sobretudo os que foram vítimas
de hiper-protecção familiar, ou jovens que saiem de casa pela
1ª vez, quando também a super-protecção imperou. Em tais
indivíduos, devido a possuirem uma personalidade vulnerável,
grande predisposição a intensos stresses vivenciais levam-nos
a uma ruptura psicológica mais ou menos transitória.
Há também a considerar a Paranóia Partilhada, o delírio é
partilhado por dois parceiros. Trata-se geralmente de um casal
no qual um elemento dominante com distúrbio paranóide, incute
e influência mentalmente as suas falsas crenças no parceiro
mais fraco passivo e sugestionável. Habitualmente não existem
outros sintomas de doença mental. No entanto habitam nos seus
mecanismos psíquicos, a raiva, as desconfianças mórbidas, o
isolamento social que vão marcando na continuidade do tempo
uma crescente modificação comportamental no indivíduo que se
vai tornando cada vez mais excêntrico, e tenta viver cada vez em maior isolamento social.
Os paranóicos raramente se vêem a si próprios como doentes e normalmente só aceitam tratar-se por convencimento insistente de parentes ou amigos. Não se consideram doentes e não se querem tratar. A pessoa não tem consciência do seu próprio estado, da sua própria enfermidade.

2006-10-12 04:13:14 · answer #1 · answered by ? 6 · 1 1

paranóia é um dos tipos de psicose cronica.

2006-10-12 04:39:20 · answer #2 · answered by Cláudia 2 · 0 1

São sismas com algumas coisas ex:perseguição,visões etc.

2006-10-12 04:00:32 · answer #3 · answered by j?s 6 · 0 1

É um estado psíquico, de alteração mental, em que o individuo
delira ou fica delirando, a mente fica confusa e não diz nada com nada; quando não é estado doentio é provocado por ação de substâncias química (drogas).

2006-10-12 03:55:13 · answer #4 · answered by matagrande 5 · 0 1

Paranoia é a ansiedade ou medo excessivo a respeito do próprio bem estar qu é considerado irracional.

2006-10-12 03:53:26 · answer #5 · answered by eliasgorayebodonto 6 · 0 1

Paranóia é uma entidade clínica caracterizada, essencialmente, pelo desenvolvimento insidioso de um delírio duradouro e inabalável mas, apesar desses Delírios há uma curisosa manutenção da clareza e da ordem do pensamento, da vontade e da ação. Ao contrário dos esquizofrênicos e doentes cerebrais, onde as idéias delirantes são um tanto desconexas, nesta Psicose Delirante Crônica as idéias se unem num determinado contexto lógico para formar um sistema delirante total, rigidamente estruturado e organizado.
A característica essencial desse Transtorno Delirante Persistente é a presença de um ou mais delírios não-bizarros (ou seja, delírios organizados) que persistem por pelo menos 1 mês. Para o diagnóstico é muito importante que o delírio do Transtorno Delirante Persistente não seja bizarro nem seja desorganizado, ou seja, ele deve ter seu tema e script organizado e compreensível ao ouvinte, embora continue se tratando de uma falsa e absurda crença. As alucinações não são proeminentes e nem habituais, embora possam existir concomitantemente. Quando existem, a alucinações táteis ou olfativas costumam ser mais freqüentes que as visuais e auditivas.
Normalmente o funcionamento social desses pacientes Paranóicos não está prejudicado, apesar da existência do Delírio. A maioria dos pacientes pode parecer normais em seus papéis interpessoais e ocupacionais, entretanto, em alguns o prejuízo ocupacional pode ser substancial e incluir isolamento social. A impressão que se tem é a de uma ilha de delírio num mar de sanidade, portanto, uma espécie de delírio insular.

2006-10-12 03:49:23 · answer #6 · answered by Alexandre M 6 · 0 1

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