Sim, gosto muito, sei várias mas contarei esta de Fedro:
O MILHAFRE E OS POMBOS
Durante muito tempo alguns Pombos viveram apavorados por causa de um Milhafre, mas, estando sempre de atalaia, e não se aventurando para muito longe do seu pombal, tinham conseguido, até então,escapar aos ataques de seu inimigo.
Vendo que nada conseguia com as perseguições, o Malhafre resolveu usar de esperteza e disse às pobres aves:
- Por que preferem viver assim, em contínua ansiedade, quando, se me fizessem Rei dos Pombos eu defenderia todos contra qq. ataque que sofressem?
Os Pombos,confiando naquelas palavras, colocaram-no no trono.Mal ali se instalou, o Milhafre começou a exercer seus poderes,comendo um pombo por dia. E a cada um dos que ia esperando sua vez de ser devorado, dizia:
- A culpa é toda nossa!
" Os que, voluntariamente,colocam o poder na mão de um tirano ou de um inimigo, não se devem surpreender se esse poder voltar-se contra eles mesmos".
Gostou, um abraço.
2007-01-23 05:12:28
·
answer #1
·
answered by ailime 2
·
1⤊
0⤋
" Fábula da maior descoberta...aquela que nunca acaba"
Era uma vez... - porque toda fábula começa assim - um homem que sonhava reunir todos os grandes inventores e descobridores do passado, para que eles pudessem ver o desenvolvimento de seus feitos nos dias atuais.
Um belo dia, quando estava debaixo de uma árvore no alto de uma colina, pensando em como organizaria o grande evento de seu sonho, caso fosse possível realizá-lo, surgiu diante de si uma luz e uma voz que parecia vir dela, falou.
_Querido homem de bem! Tenho observado seu desejo contínuo durante toda sua vida, e percebo ser justo que se realize. Portanto prepare o evento conforme desejas e no momento certo estarão lá todos os grandes homens do passado que você convocar.
A luz se desfez e o homem saiu muito feliz, correndo colina abaixo para realizar o seu sonho.
Para não gerar gozações e ser considerado tolo, preparou um evento chamado: "O Avanço das Ciências", convocando profissionais das mais diversas áreas do conhecimento humano, para apresentarem o avanço de suas ciências em relação ao ponto de partida de seus precursores.
Alugou um grande e belo ginásio, distribuiu convites e no dia marcado estavam lá, todos os representantes das ciências atuais de um lado da quadra, sentados em seus assentos, e do outro lado uma fileira de assentos vazios. O ginásio estava lotado com o público ansioso a espera dos que iriam ocupar os assentos vazios. De repente surgiu uma luz no centro do ginásio e anunciou.
_Conforme prometi a esse homem justo, que sonhou anos a fio com este evento, trago do passado os homens que deram início as ciências aqui representadas.
E num piscar de olhos os assentos estavam ocupados pelas personalidades que deram partida ao que chamamos conhecimento da humanidade.
Com muita alegria no coração, o homem anunciou o início da reunião, solicitando que Tomas Edson fosse ao centro receber os avanços de sua invenção.
O responsável por demonstrar o avanço tecnológico do invento de Edson caminhou até o centro, orgulhoso, radiante de felicidade, empurrando um carrinho com vários objetos.
Edson ficou maravilhado ao ver a demonstração do representante de uma indústria de lâmpadas. Lâmpadas a vapor de sódio, a vapor de mercúrio, a gás néon, lâmpadas de vários formatos, lâmpadas com 10.000 horas de vida útil, geradores de raio laser, etc.
Depois foi a vez de Graham Bell receber de um orgulhoso representante da industria de comunicações, um pequeno aparelho, que podia ser escondido na palma da mão, capaz de falar com pessoas em qualquer parte do mundo. Ligado com satélites, não necessitava de fios e não sofria interferência de montanhas ou obstáculos sólidos. Maravilhado ficou Graham Bell.
Assim passou o tempo, cada convocado recebia com felicidade e orgulho o resultado da evolução de seus feitos.
Até que chegou a vez do último convocado: Sócrates, representando os criadores da filosofia.
Caminhou até o centro do ginásio com um brilho nos olhos, esperando receber do representante da Filosofia moderna, a resposta a todas suas angústias, a explicação sobre a origem, a força motora do universo, a fonte geradora dos pensamentos.
O representante da Filosofia moderna foi até o centro levando consigo um belo livro, caminhava com semblante sereno, porém um pouco triste. Não demonstrava orgulho como todos os outros representantes da modernidade.
Sócrates observou o livro que seu sucessor trazia nas mãos, com a certeza de que ali encontraria todas as respostas às suas questões.
Trocaram cumprimentos.
O Filósofo moderno pegou o microfone sem fio e falou para toda multidão ouvir. Que tecnologia! O som era puro. Equipamentos de ultima geração eliminavam o eco produzido pelas paredes.
Todos esperavam por aquele momento. O que trazia de tão fantástico aquele livro?
_Meu querido Sócrates, - falou o Filósofo para o Filósofo - este livro é um presente do meu tempo para você. Sabemos que você não quis deixar nada escrito, mas precisávamos perpetuar suas palavras e assim reorganizamos o conteúdo de seus discursos a partir dos fragmentos recuperadas de escritos de vários autores de seu tempo, que fizeram citações à suas palavras e narraram passagens de sua vida. Suas palavras foram novamente impressas utilizando a mais alta tecnologia gráfica. Suas folhas são mais resistentes a umidade, ao mofo, até mesmo ao fogo. Desta forma acreditamos que suas palavras sejam preservadas por mais 2.600 anos. A encadernação é belíssima e traz uma foto holográfica de uma estátua sua, resgatada por arqueólogos em escavações na Grécia, sua terra natal.
O público acompanhava o discurso atento, não queria perder uma palavra sequer. O silêncio reinava absoluto rasgado apenas pelas palavras do Filósofo.
_Não conseguimos avançar os seus questionamentos - continuou. Não conseguimos descobrir a fonte geradora do pensamento. Não conseguimos descobrir se o fogo, a terra, o ar e a água, são verdadeiramente os elementos divinos que tudo constróem. Não conseguimos avançar na explicação dos fenômenos, nem provamos se há ou não, vida após a morte.
.
Vocês conseguiram mostrar que os Deuses Olímpicos não existiam, mas nós não conseguimos evitar que se criassem outros Olímpos, porém, agora não são os deuses que se parecem homens, mas são homens que são exaltados como deuses após suas mortes. Eles são cultuados como foram os deuses de seu tempo, são responsáveis pela proteção de cidades, profissões e cada um adota o seu próprio protetor pessoal.
Não impedimos que se criassem milhares de cultos, que colocam o homem contra o homem, que geram guerras seculares, que geram ódio sem sentido, apenas porque não fomos capazes de entender a origem da vida.
Muitos Filósofos modernos tentaram vestir suas idéias com palavras bonitas, criaram frases que se eternizaram, mas nenhum foi capaz de avançar em suas questões.
Você viu que todos os representantes das ciências modernas tiveram do que se orgulhar, do que mostrar, nós Filósofos, só temos suas obras para orgulharmos. Você que chegou prematuramente ao limite da questão humana, não deixando para nós um único passo a mais sequer. Temos que nos contentar em trilhar repetidamente seus passos, na esperança de um dia ultrapassarmos a barreira do limite que o impediu de avançar, mas com a sensação de ser isto impossível.
Assim entrego suas obras, o começo e o fim da Filosofia, e a certeza de que este livro é eterno e que todos que percorrerem este caminho, sentirão o gozo que você sentiu ao tentar desvendar os véus que escondem a essência da vida, mas que deixam escapar lampejos de visão, que nos prendem a essa busca, como aprisiona os olhares dos espectadores, o vulto do corpo da dançarina, observado quando a luz demonstra os contornos de suas belas formas por traz do fino tecido de suas roupas.
Assim, Sócrates abraçou o seu amigo e o convidou a retirarem-se dali, buscando um lugar tranqüilo para conversarem sobre a eterna busca.
Deixaram o ginásio, e o público em silêncio percebeu que a Filosofia nada tem a ver com as outras ciências, que ela é pobre de recursos, que ela não depende das outras ciências e que não tem o mesmo objetivo que elas...mas é o início de todas elas pois só descobre algo quem procura algo.
Esta fábula constitui uma comparação com as ciências e a Filosofia, mostrando claramente que a Filosofia não tem objetivo comum em relação as outras, que não há um produto a evoluir, que os pensadores gregos chegaram em poucos séculos ao limite dos questionamentos que realmente importa à um filósofo.
2007-01-23 16:29:38
·
answer #2
·
answered by Rainha 6
·
1⤊
0⤋