MARTA SALOMON
da Folha de S.Paulo, em Brasília
Alvo de uma auditoria em andamento no TCU (Tribunal de Contas da União) q já detectou indícios de notas fiscais "frias" entre os comprovantes de despesas, os gastos com cartões de pagamento do gabinete da Presidência da República considerados "sigilosos" somaram R$ 3,6 milhões nos oito primeiros meses deste ano.
Números oficiais mostram o crescimento nos gastos com cartões nos últimos anos: somaram R$ 14,1 milhões em 2004; R$ 21,7 milhões em 2005; e, até agosto deste ano, se aproximavam de R$ 21 milhões, no total da administração direta.
O endereço eletrônico da CGU nega, porém, detalhes dos gastos feitos pelo gabinete do presidente. Sobre o destino de R$ 3,6 milhões, diz-se q são dados "protegidos por sigilo nos termos da legislação".
Embora os pagamentos com cartões tenham sido autorizados no final do governo FHC, a regra sobre sigilo aos gastos foi criada no governo Lula, em 2003, pelo Gabinete de Segurança Institucional.
2006-10-12
03:34:42
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Lua
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Governo e Política
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Criados para cobrir despesas urgentes, os cartões passaram a ser usados com freqüência para saques em dinheiro, cuja falta de transparência foi criticada pelo TCU em 2004.
Nova auditoria do TCU, concluída neste ano, cobrou explicações para gastos de R$ 608 mil, em um ano e meio, com bebidas e alimentos "refinados". Técnicos rastreiam a existência de notas fiscais frias entre os comprovantes de gastos dados pelo Planalto. O resultado deve ser divulgado em novembro.
A Casa Civil informou que aguardará a conclusão da auditoria para se manifestar. Em 2005, a assessoria da ministra Dilma Rousseff confirmou a existência de notas frias entre os documentos que comprovavam a compra de cartuchos de impressoras para a Presidência por R$ 3 mil.
2006-10-12
03:34:56 ·
update #1